
Macacos pertence à Estrada Real - Caminho do Sabarabuçu e Circuito do Ouro
Região: CentroHabitantes: ±3.000
Temperatura Média: 21º C
Distância da Capital: 30 Km
Tipos de Turismo que Macacos propicia:
Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico, Turismo Rural, Turismo de Lazer, Turismo de Aventura.Desvendando Macacos nos galhos de Minas Gerais
Por Liliane Martins

Colaboração: Carolina Guimarães
São Sebastião das Águas Claras, mais conhecida como Macacos é um típico arraial mineiro, charmoso como poucos. Um lugarejo muito especial. Saindo de Belo Horizonte pela BR-040 sentido Rio, a apenas 27 km da capital, o turista descobre uma localidade com todas as características de uma dessas vilas encantadoras onde se desfruta da exuberante natureza, da paz das montanhas, e da pacata vida do interior, normalmente encontrada apenas em regiões muito distantes dos grandes centros urbanos.
Este simpático distrito do Município de Nova Lima tem uma característica interessante, que é a vida quase completamente independente da sede. Alia como poucas comunidades a habilidade da convivência de uma eficiente estrutura de turismo receptivo e a preocupação com a preservação ambiental, objeto de discussão permanente na localidade. A cada dia Macacos vem se tornando um destaque entre as grandes atrações do turismo mineiro. Mostra o seu grande potencial turístico em alguns quesitos em que Minas é pura tradição: a gastronomia, os esportes de contato com a natureza, e a hospedagem de qualidade que possibilita ao turista descansar corpo e mente.

É impossível visitar Macacos e sair sem experimentar os quitutes da região que são feitos tradicionalmente no fogão a lenha pelos antigos do lugar, que há anos levam a vida encantando o paladar daqueles que por ali passam. Os pratos variam do simples frango com quiabo até os pratos mais exóticos ou sofisticados, mas todos eles levam um ingrediente em comum: o tempero especial de quero mais. A gastronomia desponta como um atrativo especial, sendo o Festival Gastronômico e a Festa de São Sebastião algumas festas tradicionais de Macacos. Destaque que os amantes da boa mesa pretendem deixar em cartaz de segunda a domingo com o "Projeto Tá na mesa". (veja roteiro gastronômico)
Macacos é um dos points preferidos quando o assunto é esporte radical. Para os amantes de trail, biking, trakking e outros, Macacos se revela o lugar ideal para esses tipos de atividades radicais, com muitas opções de trilhas. Recebendo os atletas de braços abertos, o arraial torna-se palco de muita adrenalina e diversão, que culminam com o encontro dos radicais nos bares do lugarejo para se deliciarem com uma cerveja bem geladinha, acompanhada por saborosos tira-gosto, regado por aquele bate-papo com os amigos e oferecendo um belo espetáculo de cores e descontração que agrada também ao turista que busca outros tipos de satisfação.
Macacos tem atividades para todos os gostos. Para aqueles que preferem programas mais tranqüilos uma boa dica seria visitar as Cachoeiras de Macacos pra tomar um bom banho, conhecer e levar pra casa os produtos artesanais do lugar ou simplesmente sentar com os moradores do arraial e prosear até o dia amanhecer.
HISTÓRIA DE MACACOS

São Sebastião das Águas Claras (Macacos) data do final do século XVII quando a bandeira de Fernão Dias passou pela zona que envolve o Rio das Pedras, Rio Acima, Barra do Ribeirão de Macacos e redondezas, por causa da abundância em minério que era alvo dos garimpeiros. A primeira prova documental oficial da existência de Macacos é a patente do capitão do mato concedida a Manoel Miranda, que trabalhava em Raposos, Congonhas, Vila Gineta, Macacos e Paraopeba, feita em 28 de maio de 1718, em Vila Rica.
Na metade do século XVIII Macacos começou a ser povoada e já constava como arraial no censo populacional feito na Vila de Sabará por volta de 1740. Os primeiros moradores construíram rústicas palhoças, simples coberturas de palha sobre paus-a-pique, sem paredes. Em torno de 1765 o crescimento do Arraial de Macacos se acentuou por causa da exploração aurífera. Isso se deu porque a região servia de rota tanto para os bandeirantes quanto para muitos ilegais que não queriam pagar o quinto – tributo fiscal pago à Coroa portuguesa.

Com uma estrutura na forma de um cone, banhada pelos córregos das Taquaras, Fundo, Tamanduá e Marumbé que desaguam no Ribeirão de Macacos, o lugar serviu de grande atrativo para os mineradores que criaram um centro-consumidor que por sua vez pressionou a criação de um outro abastecedor. Outro fator que contribuiu para o surgimento do arraial foi sua localização próxima do antigo “Caminho da Bahia”, que ligava o território de Minas Gerais ao sertão baiano. Atualmente, poucos são os rastros do período colonial; entre as relíquias destaca-se a Capela de São Sebastião – última construção feita pelos mineradores e comerciantes da região para fazer festas, ofícios e os ritos religiosos.
Com o passar do tempo, Macacos foi se formando, alicerçada, nas atividades de pequena agricultura e comércio de gêneros de primeira necessidade. A extração do ouro durou até meados do séc. XIX, quando o metal tornou-se escasso e sua extração mais difícil, e isso fez com que a região ficasse esquecida. Entretanto, nas últimas décadas, Macacos teve esse quadro mudado, pois o turismo, principalmente o ecoturismo, turismo de aventura e o turismo gastronômico vieram para ficar e estão agradando tanto quem visita quanto aos moradores.


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